Assinatura RSS

Arquivo da categoria: Uncategorized

Vídeo Aula 28

Publicado em

O Fenômeno do Bullying

A presente vídeo aula fala sobre o fenômeno do bullying. Para tal, começa definindo-o:

“O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder.”

Para além da definição, também é trabalhada a introdução do termo em estudos brasileiros, a questão da identificação do que é o bullying, bem como as conseqüências que esta prática pode acarretar para as vítimas.

Uma importante pontuação feita pela professora é a de que não devemos naturalizar o bullying, como algo que está fadado a ocorrer, nada adiantando fazer contra. Ao contrário, deve-se examinar cada situação e existem sim atitudes a serem tomada contra sua incidência. A questão da ética, dos valores e das práticas de cidadania é um ótimo instrumento contra esta prática agressiva que pode ser evitada.

Anúncios

Vídeo Aula 27

Publicado em

Práticas de Cidadania

Considerando a realidade social através de uma perspectiva construcionista dentro de uma abordagem psicossocial, a presente aula versa sobre o tema das práticas de cidadania, mais especificamente sobre o a questão da elaboração de projetos de atenção a comunidade.

A professora vê o meio em que vivemos como produto e também produtor da realidade social, pontua um processo dialético nesta construção do espaço, e nesta perspectiva irá pontuar as etapas necessárias para os projetos de atenção a comunidade, que visam ampliar os direitos de cidadania.

O tema da cidadania é de caráter grandemente trasnversal, podendo ser abordado em consonância com vários conteúdos curriculares das disciplinas da educação básica, tal como faz Milton Santos com a geografia,  em seu livro “O espaço do cidadão”.

Vídeo Aula 24

Publicado em

Diversidade/Pluralidade Cultural na Escola

A presente aula nos leva a pensar sobre a questão da diversidade cultural e sua abordagem em sala de aula, tema extremamente relevante para que toda esta mistura étnica-cultural de nosso território se veja representada nas aulas e currículos escolares.

A professora conduz sua aula questionando o relacionamento com os “outros”, e como se abordar o duo diferença e igualdade, por fim finalizando-a com citações a legislações federais pertinentes a temática.

Para além dos autores citados na aula, creio que a frase de Boaventura de Souza Santos e a história do educador “Tião Rocha”, sintetizam magistralmente o tema abordado.

“Lutar pela igualdade sempre que as diferenças nos discriminem. Lutar pelas diferenças sempre que a igualdade nos descaracterize”.
Boaventura de Souza Santos, 1995

 

“Sebastião Rocha é Tião Rocha desde menino. Nascido e crescido em
 Belo Horizonte conta que enfrentou problemas na escola já no pri-
 meiro dia de aula. A professora começou a ler para os alunos uma
 historinha infantil que falava de um lugar distante onde moravam
 um rei e uma rainha. O aluno Tião, já gostando da história, in-
 terrompeu para dizer que a tia dele era rainha. A professora des-
 conversou. Explicou que aquela era uma história da “carochinha”,
 falava de reis e rainhas que não existiam e pediu que Tião fica-
 sse quieto. Mas cada vez que o rei e a rainha eram citados, Tião
 Rocha interrompia a história, a professora se irritou e mandou
 um “cala boca” no menino. Tião, que no final da aula foi parar
 na diretoria, tinha mesmo uma tia rainha; se chamava Edeuvina e
 era rainha perpétua do congado. Todos os anos, devidamente tra-
 jada, ela recebia homenagem nas congadas, moçambiques, festas
 religiosas de santos brancos e reis negros que construíram parte
 importante da história cultural de Minas Gerais. Tião Rocha,
 ao longo da vida escolar,carregou na memória a indiferença de
 professores em relação às histórias e heranças culturais das
 próprias comunidades onde as escolas existiam e funcionavam.
 A partir disso, decidiu estudar história e, depois, antropologia.
 Deu aulas de cultura popular na universidade de Ouro Preto,
 mas desistiu de ser professor para ser educador. Em 1984, com um
 grupo de amigos, criou em Curvelo, no sertão de Minas Gerais, um
 Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento [CPCD], um projeto
 pedagógico baseado no uso da cultura local como matéria prima
 da educação e na idéia de que qualquer espaço físico, além da
 escola, pode ser um lugar de aprendizagem, até mesmo um pé de
 manga. Veio daí a idéia da pedagogia da roda, que Tião Rocha
 criou junto à pedagogia do sabão e à pedagogia do brinquedo,
 os três pilares que caracterizam seu trabalho.”  
(Memória Roda Viva, 2007)

Bibliografia:

DUSCHATZKY, Sìlvia & SKLIAR, Carlos. O nome dos outros. Narrando a alteridade na cultura e na educação. In: LARROSA, Jorge & SKLIAR, Carlos (org.). Habitantes de Babel : políticas e poéticas da diferença.Belo Horizonte, Autêntica, 2001.

Memória Roda Viva, TV CULTURA/FAPESP. Entrevistado: Tião Rocha. Acesso em: 18/10/2011. Disponível em: http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/529/entrevistados/tiao_rocha_2007.htm

SANTOS, Boaventura de Souza. A construção multicultural da igualdade e da diferença. In: Congresso Brasileiro de Sociologia, Rio de Janeiro: Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 4 a 6 de set., 1995.

Vídeo Aula 23

Publicado em

Assembléias Escolares e Democracia Escolar

O presente vídeo traz a tona a questão das assembléias escolares e o seu papel na construção de uma convivência democrática no espaço educacional e na estruturação de uma postura ativa e crítica por parte dos estudantes.

 

Através de práticas bem sucedidas, o vídeo nos mostra a potencialidade das assembléias para a resolução de conflitos, para exposição de problemas, para dar conhecimento as reivindicações, e para estimular o diálogo e a participação dos alunos.

Neste momento, destaco como interessante estratégia o uso de cartazes em salas de aulas para os alunos pontuarem suas críticas, felicitações e sugestões, que a seguir nortearão as pautas das assembléias. Também vale a pena destacar o uso da cultura para despertar o hábito da convivência democrática, exemplificada pelo uso do livro “A Assembléia dos Ratos” com as crianças.

 

Por fim, é interessante notar que o estímulo a resolução de conflitos de maneira dialogada e democrática, contribui para diminuição das resoluções violentas, agressivas, intolerantes dos problemas cotidianos.



Vídeo Aula 20

Publicado em

Violência e Educação

A presente vídeo-aula se debruça sobre o delicado tema da “violência e educação”. Sabendo das diferentes origens, e de seu caráter difuso e de suas formas diversas, fica a pergunta: O que a escola pode fazer para lidar com as situações de violência em seu cotidiano?

Apresentada como enfraquecedora do diálogo, aparece na forma de discussões, brigas, roubos, bullying, depredação de patrimônio. A queixa contra ela também é difusa, partindo de professores, gestores, alunos, agentes de organização, etc.

 Há a questão das violências no entorno da escola, originada em gangues, no tráfico de drogas, bem como a questão da violência familiar, sendo que por todas as cidades brasileiras não são pequenos os números de assaltos, crimes e estupros, para os quais o poder público e sociedade civil necessitam de políticas públicas, diretrizes  e instrumentos para lidar.

A escola não possui o poder de lidar com todos estes problemas. Para muitas ocasiões, precisará de articulações ou até mesmo delegar a situação para outras instâncias. Mas cabe a instituição escolar, com discurso, atitudes e exemplos, educar para a cidadania e para as soluções dialogadas, que apontem para uma cultura de paz.

Vídeo Aula 19

Publicado em

Podem a ética e a cidadania serem ensinadas?

A presente vídeo aula conduz sua argumentação no sentido de afirmar que a ética e a cidadania podem ser ensinadas. Para tal, o Prof. José Sérgio Carvalho nos faz uma competente explicação sobre as discussões dos filósofos da Grécia antiga sobre a formação moral e ética das “virtudes”, trazendo-nos exemplos ou excertos de autores como Aristóteles, Sócrates, Píndaro entre outros.

"Não desistas das belas acções.
Governa o exército com o leme da justiça.
Forja a tua língua na bigorna da verdade " 

Píndaro, poeta grego 

"Os homens tornam-se bons e virtuosos devido a três fatores,
e estes são a natureza, o hábito e a razão. Ora, a razão e
a inteligência são os fins de nossa natureza. Por isso é
necessário preparar-lhes a formação e o cultivo dos hábitos.
Já se disse de que natureza devem ser os futuros cidadãos
[ ... ]: o resto é obra da educação." 

Aristóteles, filósofo grego. 

"Outra coisa não faço senão andar por aí persuadindo-vos,
moços e velhos, a não cuidar tão aferradamente do corpo e
das riquezas, como de melhorar o mais possível a alma, di-
zendo-vos que dos haveres não vem a virtude para os homens,
mas da virtude vem os haveres e todos os outros bens parti-
culares e públicos. [ ... ] Não é conforme à natureza do
homem que tenha negligenciado todos meus interesses, sofren-
do há tantos anos a conseqüência desse abandono do que é meu,
para me ocupar do que diz respeito a vós, dirigindo-me sem
cessar a cada um em particular, como um pai ou um irmão mais
velho, para o persuadir a cuidar da virtude."    

Sócrates, filósofo grego.

O professor demonstra que a ligação entre ética e educação não é uma novidade, citando que sua ligação perpassa toda a tradição filosófica. Trazendo-nos os autores gregos, nos mostra que em épocas de democracia na Polis, a formação ética dos cidadãos era tema de discussão pública e de extrema relevância.

José Ricardo também aponta um paralelo entre a constituição de sociedades democráticas e a busca pela formação de valores éticos, traçando um paralelo com os casos do Brasil e da Grécia Antiga, e por fim, afirmando que todo entorno social influência na formação ética, e que os exemplos, atitudes, ações são as grandes ferramentas didáticas para o ensino ético, como apontado no excerto de Aristóteles que o professor nos traz:

“(…) realizando ações justas ou sábias ou fortes tornamo-nos sábios, justos ou fortes”.

Aristóteles, filósofo grego.

Vídeo Aula 16

Publicado em

A construção de valores e a dimensão afetiva

A vídeo aula nos traz a importância da dimensão afetiva para a construção de valores no sujeito.  Apresenta argumentos que, ultrapassando teorias como as propostas por Jean Piaget, enxerga os sentimentos e a afetividade como organizadores do psiquismo, e não apenas como motivação ou estímulo para o aprendizado e cognição.

Apontando a atuação conjunta da afetividade e da cognição, a vídeo aula também apresenta os sentimentos de vergonha e culpa como reguladores morais, como também o faz, em tese de psicologia escolar e do desenvolvimento humano, o professor Ulisses Ferreira de Araújo.

Por fim, apresento concordância com as ressalvas feitas para a não desvalorização dos vínculos afetivos no processo educacional, já que em minha experiência escolar, recordo-me melhor dos conteúdos ensinados por docentes com os quais eu simpatizava, e em classes nas quais possuía bons amigos e amigas, e o mesmo podendo dizer para classes tolerantes e justas.